sobre as águas barrentas do rio Caiari...
um poema de dores, lagrimas e abandono...
jogado no assoalo fético, na popa de um velho barco
eu que não queria mais ouvir o teu nome,
ouvia o teu nome no murmúrio do vento da noite
que cassoava do meu sofrimento!
Escrevi um poema de lagrimas na tentativa de inundar a minha mágoa!
Inunda-la em lagrimas, em águas...
Olho as águas banhadas de prata pelo luar
luar destemunha de tantas falsas juras...
olho a profundidade o Caiari... as suas barrancas, de escadarias escoregadias...
Como escoregadio, traiçoeira se tornou a dona do nome
que o vento frio da noite teimava em murmura em meu ouvido
Escrevi um poema sobre o Caiari, sentado na popa de um velho recreio.
Mamulengo

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